Penso que nossa maior prisão são os ventos que ficam presos em nossa memoria e historia...
Ventos que talvez trouxeram momentos dolorosos de perdas e desencontros, decepções que agora se tornaram rochas para uma boa escalada.
Por alguns momentos somos prisioneiros de nos mesmos, dos nossos sentimentos, das coisas que achamos que poderiam ser bem diferentes.
Acho que é bem na época em que nos sentimos mais carente de tudo que ja tivemos e que hoje nos faz falta e que nos faziam muitos felizes...
Os bons amigos que sempre estavam por perto para partilhar, brincar, corrigir, elogiar, amar com os gestos e com as palavras...
As vezes somos prisioneiros do amor ja vivido e hoje adormecido...
Prisão é o peito que guarda o gesto não aceito ou não manifestado...
Logo nos vem a sombra mais horrorosa da nossa infância, o medo de não sermos aceitos.
Hoje somos grandes, adultos, mas existem medos escondidos em nosso inconsciente que tantas ou poucas vezes paraliza o nosso amar... e precisamos reconhecer essa verdade...
Por momentos nos colocamos nas sarjetas, nos boeiros das ruas mais sujas, onde os herois não passam para nos salvar...
Nossa, quantas vezes eu não me coloquei nesses lugares? Mas por causa dessas sombras, desses medos de infância, de uma infância ainda não muito bem curada.
Ninguém tem culpa quando me sinto um nada, nem eu mesmo tenho culpa, mas ainda bem que tenho Jesus Cristo que me faz olha-lo como num espelho para ver-me imagem e semelhança.
Ha a prisão, mas também ha o libertador!
Regina Andrade.
Um comentário:
Profundo amiga...as vezes me sinto nessa prisão também! Mas o Senhor vem nos libertar...
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